A Pfizer não foi a única a ter propostas rejeitadas. Documentos mostram que outros laboratórios também tiveram ofertas que previam entregas mais cedo ignoradas, a exemplo do Instituto Butantan, que hoje é responsável por pelo menos 78% das vacinas já distribuídas no país contra a Covid.
O
governo brasileiro rejeitou no ano passado três ofertas da farmacêutica Pfizer,
deixando de obter ao menos 3 milhões de doses em meio à escassez de vacinas
contra a Covid-19. O volume, que era previsto até fevereiro, é equivalente a
cerca de 20% das doses já distribuídas no país até agora. O anúncio feito pelo
Ministério da Saúde nesta última semana de que pretende comprar doses da vacina
da empresa norte-americana ocorreu quase sete meses após a primeira oferta apresentada,
que previa que as primeiras entregas fossem feitas ainda em dezembro de 2020.
Duas
das propostas feitas antes da que o governo diz ter aceitado agora –o contrato
ainda não foi assinado– previam vacinas já em dezembro, quando imunizante
passou a ser aplicado em países como Reino Unido e EUA. A terceira previa as
vacinas em janeiro. Agora, membros do ministério tentam negociar com a empresa
entregas a partir de maio.
A
Pfizer não foi a única a ter propostas rejeitadas. Documentos mostram que outros
laboratórios também tiveram ofertas que previam entregas mais cedo ignoradas, a
exemplo do Instituto Butantan, que hoje é responsável por pelo menos 78% das
vacinas já distribuídas no país contra a Covid.
Além
disso, embora o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, tenha afirmado
recentemente que encontrou dificuldade em negociações com o consórcio Covax
Facility, da Organização Mundial de Saúde, pessoas ligadas às conversas apontam
que foi da pasta a decisão de adquirir doses para apenas 10% da população por
meio da iniciativa.
Nesta
semana, diante do agravamento da crise e do aumento da pressão de governadores,
o Ministério da Saúde Saúde anunciou que prepara contratos com Pfizer, Janssen
e Moderna para obter 151 milhões de doses entre maio e dezembro de 2021.
Embora
tenha feito reuniões anteriores com representantes do governo, a farmacêutica
fez a primeira oferta em 14 de agosto de 2020, segundo informações obtidas pela
reportagem. A proposta previa 500 mil doses ainda em dezembro de 2020,
totalizando 70 milhões até junho deste ano.
A
Pfizer aumentou a oferta inicial quatro dias depois, elevando para 1,5 milhão o
número de doses ainda em 2020, com possibilidade de mais 1,5 milhão até
fevereiro de 2021 e o restante nos meses seguintes.
Sem
aprovação do governo, uma nova proposta foi apresentada em 11 de novembro. Com
o passar do tempo, governos de outros países foram tomando o lugar do Brasil, e
as primeiras doses ficariam para janeiro e fevereiro –2 milhões de unidades. FOLHAPRESS/DOL
Nenhum comentário:
Postar um comentário
As opiniões expressas em materias, artigos e comentarios neste ambiente assim como em todo o portal são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente representam o posicionamento do Blog da Rádio Berrokan FM 104, 9.