Além do selo artesanal vegetal, a programação da feira também abre espaço para a rastreabilidade bovídea
O
selo da Adepará confirma a qualidade e a segurança sanitária do processo de
fabricação da farinha da associação, batizada pelos indígenas de Sasa tiha,
que, na língua juruna, significa “farinha típica do nosso povo”. O registro
abre portas à comercialização do produto em supermercados e participação em
licitações institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar
(PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ambos do governo
federal.
“A
certificação que a Adepará oferece para o produtor rural é de grande
importância para quem está produzindo, porque abre novos mercados. Além disso,
ela significa qualidade do produto que chega à mesa do consumidor”, explica o
gerente regional da Adepará, Rubens Moraes. “É um marco ter a primeira
agroindústria indígena da nossa região com registro artesanal”, completa.
Para
a implantação e funcionamento da agroindústria, a Norte Energia apoia a
Associação Indígena Juruna Tubyá por meio de três programas da usina, que
abrangem as etapas do plantio – inclusive a preparação da área, que corresponde
a nove hectares de plantação de mandioca – processamento e comercialização. O
projeto une valorização cultural e desenvolvimento sustentável. “A certificação
possibilita que a tradição da produção de farinha indígena seja preservada e,
ao mesmo tempo, ganhe competitividade no mercado formal. É uma conquista da
comunidade e um exemplo para outras regiões”, avalia a gerente Socioambiental
do Componente Indígena, Sabrina Miranda Brito.
O
caminho para a certificação incluiu a realização do curso de Boas Práticas em
Manipulação de Alimentos, ministrado na comunidade. O treinamento, realizado
pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará
(Emater), em parceria com a Norte Energia, abordou higiene no processamento,
uso correto de equipamentos, acondicionamento seguro dos produtos e adequações
para atender às exigências sanitárias. “Esse curso veio na hora certa,
fortalecendo não só a produção de farinha, mas também de outros produtos da
associação, como chocolates, licores e geleias”, completou Irasilda.
Outra
etapa importante para fortalecer a atuação comercial da agroindústria de
beneficiamento de mandioca foi a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura
Familiar (CAF) para as famílias associadas, pela Emater.
A
agroindústria também passou pela etapa de licenciamento ambiental, conduzida
pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Altamira (Semma). Durante a
vistoria, a equipe técnica avaliou as instalações e as medidas adotadas para
mitigar impactos ambientais, especialmente no manejo dos resíduos da
produção.
Com
capacidade de produção de 1.020 kg por dia, a agroindústria conta com áreas
para recepção e descarga; armazenamento, produção e está equipada com
descascador de mandioca, prensa hidráulica, desintegrador, peneira vibratória,
forno manual e forno mecanizado.
Comunicado
de Rosa Cardoso (ADEPARÁ)


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